As tardes se passavam iguais para ela, era sempre a mesma coisa, uma rotina que nunca mudava. A mesma vida em preto e branco. Até que um dia, como num raio de sol que surge ao amanhecer, apareceu um garoto, com uma caixinha de lápis e coloriu a vida dela.
Ela nem podia imaginar que Deus já tinha preparado tudo isso e muito mais, se sentia esquecida, se isolava do mundo e despejava seus sentimentos em letras que saiam dela como lágrimas. Não podia contê-las. Mas a partir do momento que ele coloriu a vida dela, ela decidiu então colocar todos os seus medos dentro de uma caixa, tranca-la e sair pra ser feliz.
A vida é como a música diz [...] uma estrela só não é constelação, sem destino vamos juntos, passear feito nuvens no céu, derramar a tinta, colorir papel. Qual a graça de uma vida em preto e branco se a simples presença das cores é capaz de alegrar o mundo?
E quando os dois se afastavam era como se ele tirasse dela o seu coração e o levasse consigo. Pra cuidar. E ela então dizia "Cuida dele, ele é seu. E quando voltar trás de volta o meu coração, não esquece".

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