Todo ano é a mesma coisa! Já deu pra notar que mudar de escola as vezes não faz bem pro coração. E eu, sempre tão boba, tola, dizendo que não irei mais cometer o mesmo erro no ano que vem, mas meu coração sempre erra, sempre se apaixona pelo cara errado. Aquele que ninguém pensou que eu fosse capaz de me apaixonar, adivinhem! Me apaixonei. Ele simplesmente era o tipo certo, só que o tipo certo de um garoto errado. Que me fez perder o chão e alcançar o céu, me fez perceber que simples trocas de olhares falam mais que mil palavras.
E ele se foi, como todos os outros que passaram por mim. Foi sem dar explicações, sem desculpas, sem mentiras e sem verdades, sem nada a ser dito. Mas eu quero esquecê-lo, desejo isso com todas as minhas forças. Já cheguei a perguntar à minha mãe o motivo pelo qual quando os garotos acabam com as meninas elas sempre se entopem de chocolate, minha mãe simplesmente disse "minha filha, chocolate é doce e faz esquecer o quão amargo eram os meninos".
Aproveitei a chance e perguntei também o porque de que quando os meninos se separavam aproveiravam a chance para beber. Mamãe disse "filha, bebida é amarga e forte, faz com que eles esqueçam o quão doce as meninas são." Essas respostas me fizeram entender tanto, superar tanta coisa que nunca imaginei que fosse capaz de esquecer, me fizeram ver que o mundo não acaba aqui, que a minha vida não acabou quando ele se foi, muito pelo contrário, foi apenas mais um capítulo desses meus quase amores.
Quantos capítulos já se foram? Nem sei, findei por perder as contas, mas não foram tantos assim, é que eu simplesmente prefiro não lembrar daqueles que agora nada mais são do que folhas passadas. Não esqueci deles, apenas prefiro não relembrar, então aqui vou eu, continuando a escrever os meus quase amores.
Parceria com Nayara Castro.

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