quinta-feira, 18 de abril de 2013

Escola, piquiniques e garotos


Não sei ao certo quando as paixões se tornaram de verdade, deixaram de ser um simples papelzinho com um nome no fundo da gaveta. Não sei quando as brincadeiras acabaram, as bonecas foram esquecidas, mas eu sei que demorou. É diferenciado, sabe, meninas e meninos, crianças e jovens, tudo muda, tudo é diferente.

Lembro de quando a vida se resumia em nada, onde o apogeu do dia era o intervalo, onde brincavámos pouco, o lanche era um piquinique interminável. Até tocar. No fim tudo se resumia às nossas mochilas rosa da barbie.

Nunca tinha um dia igual ao outro, nem um menino igual ao outro. Tinha sempre aquele que sempre andava com as meninas por não gostar de bola, ou um outro que chegava completamente suado tentando nos abraçar. Assim como tinha aquele que chamava a atenção da sua melhor amiga, e a sua também. Isso era o fim não é mesmo?

Era tudo na base da inocência, sem conversas, sem nada, apenas alguns poucos olhares cruzados. Evoluções não eram fáceis de se encontrarem. Quem sabe um canto marcado, uma pergunta como "por que você faltou ontem?".

No final do dia, não havia nenhum problema, afinal, erámos crianças com uma vida toda pela frente e outro dia de aula amanhã.

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